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quinta-feira, 29 de abril de 2010

Friburguense perde para o Duque e está rebaixado

Marlon comemora seu gol, o da vitória do Duque sobre o Friburguense. Derrota rebaixou a equipe de Friburgo, depois de mais de dez anos
(Foto: Buda Mendes/Agência FERJ)



Gabriel Andrezo
(com informações do Sou Duque)

O Friburguense é o segundo rebaixado para a Série B do Carioca de 2011. O Tricolor da Serra não conseguiu o empate necessário no Marrentão, nesta quarta (28), para se manter na elite. Perdeu por 2-0, e agora terá de disputar a Segundona, ao lado do Tigres, que também caiu nesta temporada. Com isso, o Resende conseguiu se salvar, mesmo sem entrar em campo, já que um empate, ou uma vitória do Frizão, rebaixariam o Gigante do Vale.

O JOGO
O Duque já estava livre do perigo de rebaixamento desde o fim da última rodada, mas entrou em campo com sua força máxima. Mais um motivo para que o clube de Friburgo tivesse que se esforçar um bocado para sair com a vitória. Talvez até por isso, os comandados de Cleimar Rocha sentiram a pressão, de terem que decidir seu futuro fora de casa, e foram dominados pelo nervosismo. Assim, ficou fácil para que o Duque de Caxias liderasse as ações já desde o começo do jogo.

Aos 26 minutos, o Duque criou a primeira jogada de real perigo. Numa cobrança de falta colocada de Júnior, a bola tomava o caminho do canto, mas Marcos operou um milagre, fazendo linda defesa. Aos 30, porém, o esforço dos donos da casa foi recompensado: Marcelo, na característica jogada pelo lado direito da área, invadiu a zona de perigo, e bateu sem chances para o arqueiro do time de Nova Friburgo: 1 a 0.

A tarefa, que já era difícil para o Friburguense, ficou ainda mais complicada ainda no primeiro tempo. Aos 38, Júnior bateu escanteio, e Marlon cabeceou para fazer o segundo gol da equipe da casa. Com a vantagem de dois gols antes do intervalo, a equipe caxiense apenas administrou a posse de bola até o apito final da primeira etapa.

O Frizão voltou para o segundo tempo tentando sufocar o adversário, na base do desespero. Aos 15, Lucas cabeceou após um cruzamento para a área, e Getúlio fez uma boa defesa. Apesar do ataque perigoso, o Friburguense não obteve mais tanto sucesso em suas investidas. Final de jogo, 2 a 0 para o Duque de Caxias, e o Friburguense retorna à Segundona depois de 13 anos.


Duque de Caxias 2-0 Friburguense

Estádio: Marrentão, Duque de Caxias.
Árbitro: Luiz Antônio Silva dos Santos
Assistentes: Ricardo Maurício Ferreira e Daniel do Espírito Santo
Público: 136 pagantes Renda: R$ 1.310,00

Cartões amarelos:
DCFC: Marquinho e Silva
FAC: Bidu

Duque de Caxias: Getúlio Vargas; Marlon, Tinoco e Alê; Marquinho (Silva), Maurinho (Vânder), Júnior, Juninho e Gleidson; Marcos Antônio (Dudu) e Marcelo. Técnico: Álvaro Miranda.
Friburguense: Marcos; Sérgio Gomes, Cadão, Wallace (Gustavo) e Flavinho; Diego Guerra, Bidu, Lucas, Marcelo (Miguel) e Gleison; Hércules. Técnico: Cleimar Rocha.

sábado, 24 de abril de 2010

Friburguense empata em casa, e pode ter se complicado

O Friburguense deixou escapar neste sábado (24) a chance de se ver livre da ameaça de rebaixamento. Jogando em casa, diante de sua torcida, o Frizão empatou sem gols, pela 3ª vez seguida neste Carioca, com o Resende. Agora, na última rodada do Torneio da Morte, o Friburguense só precisa de um empate para não cair. No entanto, se for derrotado, está rebaixado, e o jogo é contra o Duque de Caxias, no Marrentão. Ao Resende, resta torcer contra o Tricolor da Serra.

O JOGO
A primeira oportunidade de perigo foi do Resende. Aos 2 minutos, Tuta tocou para Beto, que bateu para fora. Um minuto depois, Marcelo chutou por cima, na resposta do Friburguense. Aos 10 minutos, novo ataque do Gigante do Vale: Tuta, de pivô, tocou para Beto, que correu pela direita e bateu, obrigando Marcos a fazer boa defesa. Aos 16, Sérgio Gomes fez bela jogada pela direita, tabelou com Hércules, mas bateu pela linha de fundo, em mais uma tentativa do Frizão. Dois minutos mais tarde, Bidu fez boa jogada individual, mas chutou por cima.

Aos 28, o Resende quase abriu o marcador, quando Tuta cabeceou, e a bola bateu no travessão. Dois minutos depois, o torcedor do Friburguense levou um susto, quando Tuta marcou, mas o juiz anulou o tento do avante resendense, alegando falta no goleiro Marcos, no lance anterior. Aos 36, a melhor chance dos donos da casa saiu dos pés de Hércules, que passou por um marcador, e bateu forte, para bela defesa de Cleber. No finzinho, Marcelo bateu córner, e Wallace cabeceou para outra bonita defesa do goleiro do Resende.

No 2º tempo, o jogo ficou mais nervoso. Ninguém queria se expor ou arriscar demais, já que a derrota para o Resende significava o rebaixamento, e para o Friburguense, quase isso. A partida ficou mais pegada, tensa, e as chances de gol eram raras. Numa delas, aos 12, o Resende chegou com perigo. Tuta tocou para Beto, que chutou da entrada da área, para fora. O Friburguense quase marcou aos 37, quando Hércules bateu falta por cima, com perigo. Aos 46, o mesmo Hércules quase salvou a pátria, mas seu chute foi muito bem defendido por Cleber, que segurou o empate para os visitantes.


Friburguense 0-0 Resende

Estádio: Eduardo Guinle, Nova Friburgo.
Árbitro: Djalma Beltrami
Assistentes: Eduardo Couto e Silbert Sisquim
Público: 639 pagantes | Renda: R$ 7.680,00

Cartões amarelos:
FAC: Cadão
RFC: Tiago Bastos, Nailton e Marcio Gomes

Friburguense: Marcos; Sérgio Gomes, Cadão, Wallace e Flavinho; Bidu, Lucas, Marcelo (Flavio Santos) e Gleison (Cássio); Hercules e Leo Andrade (Miguel). Técnico: Cleimar Rocha.
Resende: Cleber; Tiago Bastos, Marcelinho, Nailton e Vinicius (Elias); André Conceição, Marcio Gomes, Beto e Leo (Hiroshi); Fabiano (Leo Marques) e Tuta. Técnico: Ailton Ferraz.

quarta-feira, 21 de abril de 2010

Fabiano salva o Resende de derrota em casa

O Resende se salvou de uma derrota em casa, que certamente complicaria sua situação neste Torneio da Morte. Com um gol de pênalti de Fabiano, já aos 49 do 2º tempo, a equipe do Sul Fluminense empatou com o Duque de Caxias em 2-2, na tarde desta quarta (21). Agora, o Resende precisa, pelo menos, segurar um empate contra o Friburguense, fora de casa, e torcer para uma derrota dos Tricolor da Serra na rodada final, para seguir com chances de não cair. Já o Caxias precisa torcer apenas por um empate entre Resende e Friburguense, para respirar aliviado.

O JOGO
A primeira chance clara do jogo foi criada aos sete minutos. Maurinho cruzou da direita, e Marcelo cabeceou para fora, perdendo ótima chance. A equipe visitante mantinha a posse de bola, e criava as melhores oportunidades. Aos 32, em cobrança de escanteio, Júnior bateu, e Marcos Antônio cabeceou para abrir o placar, e confirmar que o momento era melhor para o Tricolor: 1 a 0.

Na volta do intervalo, o Resende se viu obrigado a sair para o jogo, e acabou conquistando seu gol de empate relativamente cedo, aos 13 minutos. Em jogada controversa, o árbitro marcou toque de mão de Tinoco dentro da área. Pênalti que Fabiano cobrou, para empatar o jogo. Só que o time da casa se empolgou com o gol, e esqueceu a defesa desguarnecida. Aproveitando-se disso, o Duque chegou novamente à liderança do placar, num contraataque. Maurinho cruzou da direita, e Marcelo cabeceou para o gol, abrindo 2-1, aos 26 minutos.

Parecia que o Duque de Caxias ia sair vitorioso, mas o árbitro Agnaldo Farias ainda seria protagonista de outra confusão: depois de um bate-rebate na área, Biro, do Resende, caiu dentro da área. O juiz deu pênalti, aos 48 minutos do segundo tempo. As óbvias reclamações dos atletas do Duque de Caxias não serviram de nada. Fabiano, do Resende, que nada tinha a ver com a confusão, bateu mais um pênalti, e empatou o jogo em 2-2.


Resende 2-2 Duque de Caxias

Estádio: do Trabalhador, Resende.
Árbitro: Agnaldo Farias
Assistentes: Wendel Gouvêa e Flávio Manoel da Silva
Público: 380 pagantes | Renda: R$ 4.600,00

Resende: Cléber; Marcelinho, Naílton e André Conceição; Tiago Bastos, Márcio Gomes, Beto, Leozinho (Léo Marques) e Felipinho (Elias); Tuta (Biro) e Fabiano. Técnico: Aílton Ferraz.
Duque de Caxias: Getúlio Vargas; Tinoco, Marlon e Alê; Marquinho, Leandro Teixeira (Juninho), Júnior, Maurinho (Vander) e Gleidson; Marcos Antônio (Abel) e Marcelo. Técnico: Álvaro Miranda.

domingo, 18 de abril de 2010

Friburguense reage, e impede alívio do Duque na Serra

O Duque de Caxias dependia de apenas uma vitória para se garantir na 1ª divisão por mais um ano. Isso estava acontecendo até os 26 minutos da segunda etapa, quando o Friburguense empatou, e findou a vantagem do Duque de Caxias. Placar final: 1 a 1. O Tricolor da Baixada está em situação mais confortável, enquanto o Friburguense, ainda sem vencer, luta arduamente para escapar da degola.

O JOGO
A primeira chance de perigo do jogo foi criada aos sete minutos, e foi dos donos da casa: Flavinho recebeu na área, depois de um cruzamento, mas a bola acertou o travessão, quase surpreendendo o goleiro caxiense, Getúlio Vargas. Só que os visitantes conseguiram sair bem para o jogo. Aos 15, Marcelo bateu cruzado, obrigando Marcos a uma bonita defesa, jogando para córner. Na sequência do lance, Marcelo, dentro da área, cruzou para o zagueiro Alê, que não titubeou e cabeceou para as redes, abrindo o marcador.

A torcida de Nova Friburgo já se mostrava preocupada, logo de início, com o gol sofrido. Aos 25, quase eles tiveram ainda mais motivos para se alarmarem com a situação do time: Marcelo, em bela jogada individual, driblou Marcos e bateu para o gol, mas o zagueiro da equipe serrana salvou em cima da linha. Aos 31, a primeira chance real dos donos da casa: Léo Andrade, livre dentro da grande área, chutou, mas Getúlio fez a defesa.

No 2º tempo, o Friburguense voltou massacrando, já que precisava reagir. Atrás no placar, o goleiro Getúlio Vargas, do Duque de Caxias, foi obrigado a trabalhar. As chances mais claras eram criadas por Hércules, Gleison e Léo Andrade. Após tanta pressão, não foi surpresa quando Hércules chutou para o gol, depois de uma grande confusão na área, empatando o jogo, aos 26 minutos: 1 a 1. O Duque quase marcou o segundo já no finzinho, aos 43, quando Leandro Teixeira chutou de longe, mas a bola passou ao lado do gol de Marcos.


Friburguense 1-1 Duque de Caxias

Estádio: Eduardo Guinle, Nova Friburgo.
Árbitro: William de Souza Nery
Assistentes: Ediney Mascarenhas e Marcos Antônio Santos
Público: 530 pagantes | Renda: R$ 6.080,00

Cartões amarelos:
FAC: Cadão, Wallace, Flavinho e Ziquinha
DCFC: Dudu, Tinoco, Juninho, Vander e Marcos Antônio

Friburguense: Marcos, Sérgio Gomes, Cadão, Wallace e Flavinho; Bidu, Marcelo (Ziquinha), Lucas e Gleison (Miguel); Hércules e Léo Andrade (Kalu). Técnico: Cleimar Rocha.
Duque de Caxias: Getúlio Vargas, Tinoco, Marlon e Alê; Dudu, Júnior (Juninho), Leandro Teixeira, Vander (Silva) e Gleidson; Marcos Antônio (Faioli) e Marcelo. Técnico: Álvaro Miranda.

quarta-feira, 14 de abril de 2010

Empate entre Resende e Friburguense pelo TdN

Gabriel Andrezo

Depois da derrota em Xerém, no último fim de semana, o Resende não saiu de um empate por 0-0 com o Friburguense, jogando em casa. O resultado pode ter complicado a situação da equipe do Sul Fluminense, que só volta a jogar daqui a uma semana, contra o Duque de Caxias, em casa. A equipe de Friburgo foi melhor em boa parte do jogo, mas não conseguiu converter seu domínio em gols.

O JOGO
No primeiro tempo, o Frizão foi melhor. Logo aos 6, o Tricolor arriscou com Gleison, de longe, mas Arthur fez uma linda defesa. Aos 15, Gleison, novamente ele, fez jogada pela esquerda, e cruzou para Sérgio Gomes, mas o lateral chutou por cima da baliza do Resende. Aos 38, Hamilton perdeu a bola para Sérgio Gomes, que foi ao fundo e cruzou para Léo Andrade, mas o atacante cabeceou mesmo para fora. Cinco minutos depois, foi a vez de Bidu errar a cabeçada por pouco, após falta cobrada por Bidu.

Para a segunda etapa, o Resende voltou mais ligado. Aos 2 minutos, Léo tocou para Elias, que chutou cruzado, mas para fora, pertinho do gol de Marcos. Aos 8, outra boa chance desperdiçada pelo donos da casa: Taércio cruzou da direita, e Felipinho bateu, mas a bola saiu ao lado da trave. Aos 12, o Friburguense ameaçou num contraataque: Gleison correu pela direita, e chutou forte, para boa defesa de Arthur.

Depois do tempo técnico, o Frizão perdeu uma excelente chance, quando Flavinho cruzou, e Hércules cabeceou para fora, livre diante do goleiro, aos 27 minutos. Seis minutos depois, o mesmo Hércules perdeu outro gol feito: entrou pelo meio, sozinho, tendo apenas o goleiro Arthur à sua frente, mas bateu para fora, ao tentar tirar a bola do alcance do arqueiro.


Resende 0-0 Friburguense

Estádio: do Trabalhador, Resende.
Árbitro: Leonardo Garcia Cavaleiro
Assistentes: Vinícius Nascimento e Gilberto Pereira
Público: 250 pagantes | Renda: R$ 2.720,00

Resende: Arthur; Taércio, Marcelinho, Naílton e Hamilton (Felipinho); André Conceição, Márcio Gomes, Beto e Léo (Biro); Elias e Fabiano (Thiago Blumer). Técnico: Aílton Ferraz.
Friburguense: Marcos, Sergio Gomes, Cadão, Diego Guerra e Flavinho; Bidu, Lucas, Gleison (Miguel) e Marcelo (Eraldo); Hercules e Leo Andrade (Cássio).

domingo, 11 de abril de 2010

Duque vence em jogo confuso, na estreia do Torneio da Morte

Júnior, do Caxias, tenta se livrar da marcação de dois jogadores do Resende
(Foto: Vitor Costa)


Gabriel Andrezo
(com informações do Sou Duque)

O Duque de Caxias venceu o Resende por 2-1, na tarde deste sábado (10), no Marrentão, pela 1ª rodada do Torneio da Morte, que vai definir o último rebaixado para a Série B do Carioca 2011. A equipe da Baixada conquistou a vitória com um gol de pênalti no minuto final, sob muitos protestos dos jogadores resendenses, que desistiram de atacar após a saída de bola, logo depois do segundo gol tricolor.

O JOGO
Colocando uma bola na trave logo no primeiro minuto, o Duque de Caxias se via melhor no jogo, tentando sufocar os resendenses. A equipe da casa tomava conta do jogo e da posse da bola, mas pecava nas conclusões. Até que, aos 37 minutos, o sufoco dos torcedores caxienses passou: Marcelo entrou na área, pela direita, e cruzou na cabeça de Marcos Antônio, que cabeceou sem chances para o goleiro Arthur: 1 a 0 Duque de Caxias.

Na segunda etapa, o Duque de Caxias entrou focado em aumentar a vantagem, e obter mais tranquilidade a partir de então. Mas o Resende, atrás no placar, resolveu sair para o jogo, tentando o empate fora de casa, o que seria um bom resultado. No começo, a defesa caxiense se postou bem, mas o Resende conseguiu furar o bloqueio já perto do final do segundo tempo: Elias tabelou pelo meio com Biro, entrou livre, e bateu para defesa parcial de Getúlio. No rebote, o próprio Elias emendou para a rede, empatando o jogo no Marrentão, aos 34.

A partir daí, o jogo ficou pegado, e mais emocionante também. Aos 36, Marquinho acertou o travessão e, no rebote, Naílton bateu forte, e a bola bateu na trave. Lance incrível, que acendeu os torcedores do Duque. No finalzinho, já nos acréscimos, o Resende teve a grande chance de virar heroicamente: Marquinho errou na saída de bola, e acabou fazendo falta por trás na tentativa de recuperar a posse da bola. Acabou expulso pelo árbitro, e deixando seu time com menos um jogador.

Mas, a grande confusão viria a seguir. O lateral do Resende, Tiago Bastos, também fez falta feia, e viu o segundo amarelo. Júnior bateu a falta na direção da área, e a bola bateu na mão do zagueiro do Resende. Lance normal, mas o juiz Lenílton Júnior viu pênalti, e marcou. Reclamações diversas do lado do Resende. Os atletas se revoltaram com a marcação controversa, principalmente pelo fato da mesma ter sido marcada numa altura tão tardia do jogo. O fato é que Marcelo cobrou o pênalti, e marcou o 2-1, dando números finais à partida.


Duque de Caxias 2-1 Resende

Estádio: Marrentão, Xerém, Duque de Caxias.
Árbitro: Lenílton Rodrigues Júnior
Assistentes: Marçal Rodrigues Mendes e Marcos Antônio Santos
Público: 511 pagantes | Renda: R$ 7.220,00

Cartões amarelos:
DCFC: Gleidson, John e Leandro Teixeira
RFC: Elias, Tiago Bastos, Hamilton, Marcelinho e Biro
Cartões vermelhos:
DCFC: Marquinho
RFC: Tiago Bastos

Duque de Caxias: Getúlio Vargas; Dudu, Marlon, Alê e Gleidson (Marquinho); Leandro Teixeira, Júnior, Juninho (Vander) e Maurinho; Marcos Antônio (John) e Marcelo. Técnico: Álvaro Miranda.
Resende: Arthur; Marcelinho, Naílton e André Conceição; Tiago Bastos, Beto, Márcio Gomes, Léo e Hamilton (Bruno Leite); Elias (Thiago Blumer) e Fabiano (Biro). Técnico: Aílton Ferraz.

terça-feira, 6 de abril de 2010

Definido o calendário do Torneio da Morte

Duque de Caxias, Friburguense e Resende empataram na penúltima posição, com 12 pontos. Como prevê o regulamento, se três ou mais equipes empatarem em pontos, haverá um mini-torneio com jogos de ida e volta, onde o último colocado é rebaixado. A outra equipe rebaixada é o Tigres.


Confira o calendário das partidas do Torneio da Morte. Todas as partidas começam às 15:30:

sábado, 10 de abril de 2010
Duque de Caxias x Resende, Estádio Marrentão, Xerém.

quarta-feira, 14 de abril de 2010
Resende x Friburguense, Estádio do Trabalhador, Resende.

sábado, 17 de abril de 2010
Friburguense x Duque de Caxias, Estádio Eduardo Guinle, Nova Friburgo.

quarta-feira, 21 de abril de 2010
Resende x Duque de Caxias, Estádio do Trabalhador, Resende.

sábado, 24 de abril de 2010
Friburguense x Resende, Estádio Eduardo Guinle, Nova Friburgo.

quarta-feira, 28 de abril de 2010
Duque de Caxias x Friburguense, Estádio Marrentão, Xerém.

sábado, 3 de abril de 2010

Rebaixamento, Série D e Taça João Ellis: quem vai?

A última rodada deste Campeonato Carioca promete fortes emoções. A bola já rolou para Olaria 1-2 Madureira, e o Olaria deixou de brigar pela vaga na Série D do Brasileiro (que fica com o quinto colocado no geral). O Madureira já estava eliminado das semi e da João Ellis, mas também vai para a Série D, por ter sido vice na última Copa Rio. Para a vaga em disputa, apenas Bangu, América e Boavista seguem com chances reais de classificação.

Para o rebaixamento, Tigres, Americano, Resende, Duque de Caxias e Friburguense brigam para não ficarem entre os dois últimos. Para a Taça João Ellis, Macaé e América já estão certos como os representantes do Grupo B. No A, todos ainda têm chances matemáticas, exceto o Olaria.


Confira agora a classificação geral do campeonato:

Flamengo 38
Botafogo 34
Fluminense 32
Vasco da Gama 31
----------
Bangu 22 (Saldo de gols: 0)
----------
América 21 (Saldo de gols: 4)
Olaria* 21 (Saldo de gols: -1)
Madureira* 20 (Saldo de gols: -6)
Boavista 19 (Saldo de gols: 0)
Volta Redonda 15
Macaé 14
Friburguense 12 (Saldo de gols: -10)
Duque de Caxias 12 (Saldo de gols: -10)
Resende 12 (Saldo de gols: -15, 17 gols marcados)
----------
Americano 11 (Saldo de gols: -16, 16 gols marcados)
Tigres 9 (Saldo de gols: -16, 15 gols marcados)

* Equipes que têm um jogo disputado a mais
(em verde, a zona de classificação para a Série D do Campeonato Brasileiro 2010)
(em vermelho, a zona de rebaixamento para a Série B do Campeonato Carioca 2011)


Agora, as classificações dos dois grupos da Taça Rio:

Grupo A
Flamengo 19
Fluminense 16
----------
Bangu 13
Duque de Caxias 10
----------
Boavista 9 (Saldo de gols: -1)
Olaria* 9 (Saldo de gols: -5)
Americano 8
Volta Redonda 7

Grupo B
Botafogo 16
Vasco da Gama 12
----------
América 11
Macaé 10
----------
Madureira* 7
Tigres 6
Resende 6
Friburguense 5

* Equipes que têm um jogo disputado a mais
(em verde, a zona de classificação para as semifinais da Taça Rio)
(em azul, a zona de classificação para a Taça João Ellis Filho)

  • Rebaixamento:

Tigres: Precisa vencer de qualquer maneira, o empate não serve, menos ainda a derrota. Tem de vencer o Boavista em casa (não é missão fácil), e torcer ainda para derrotas de pelo menos duas das quatro equipes que estão à sua frente: Duque (que joga contra o Vasco em Volta Redonda), Friburguense (que enfrenta o Flamengo em Moça Bonita), Americano e Resende (essas duas últimas se enfrentam, em Campos). Ainda assim, teria que jogar partidas de desempate contra os eventuais derrotados Friburguense, Duque e Resende.

Americano: Além de ter que vencer o Resende, tem que "secar" Duque de Caxias e Friburguense. Ou seja, provavelmente escapa com uma vitória. Se empatar, no entanto, está praticamente rebaixado, pois teria de torcer para que Duque e Friburguense fossem goleados por, pelo menos, seis gols de diferença.

Resende: Se perder, está rebaixado. Mas escapa com uma vitória simples sobre o Americano, fora de casa. Só que a missão não é tão simples assim. Se empatar, provavelmente escapa, a não ser que o Americano empate, e leve ambos para o desempate.

Duque de Caxias: Está um pouco mais confortável. Terá o Vasco da Gama pela frente, em Volta Redonda. Se vencer ou empatar, deve escapar. Se perder, precisará torcer para que o rival, Tigres, não vença o Boavista (o que é quase impossível). Com isso, o Tigres iria para o desempate com o Duque.

Friburguense: Mesma situação do Duque. Enfrenta o Flamengo, em Bangu. Se perder a partida, pode até se manter, mas pode encarar o desempate.

OBS.: Se três equipes empatarem em pontos, haverá um "torneio desempate" para definir o(s) rebaixado(s).


  • Taça João Ellis Filho:
Grupo A: Tudo embolado. O Bangu já está lá, e muito provavelmente ficará com o 3º posto. Para a outra vaga, todos estão na briga. O Duque de Caxias se classifica com uma vitória sobre o Vasco. No entanto, um tropeço abre espaço para Boavista e Americano, que estão logo atrás. Até o Volta Redonda tem chances com um eventual tropeço caxiense, se vencer o América.

Grupo B: Macaé e América já estão classificados. Falta apenas saber quem serão 3º e o 4º colocados do grupo. O América recebe o Volta Redonda, e garante pelo menos a dianteira sobre o Macaé, se vencer. Se o Vasco tropeçar no Duque, o América alcança mesmo até as semifinais da Taça Rio. Em caso de empate, o Mecão precisa secar o Macaé contra o Fluminense, para se garantir na frente.

  • Campeonato Brasileiro 2010 - Série D
Bangu: Se garante com uma vitória simples sobre o Botafogo. Em caso de empate ou derrota, precisa secar fervorosamente América e Boavista. Se perder, só fica de fora se América ou Boavista vencerem seus jogos.

América: Precisa da vitória sobre o Voltaço de qualquer maneira. Um empate não é suficiente para ultrapassar o Bangu, já que o Mecão tem uma vitória a menos. Se vencer, precisa torcer por uma derrota ou empate dos banguenses diante do Botafogo, no Engenhão.

Boavista: Vive a situação mais complicada. Tem que vencer o Tigres fora de casa, e torcer para derrotas de América e Bangu. Apenas essa combinação dá a vaga para o clube de Bacaxá.

Madureira elimina Olaria na Bariri: 2 a 1

Fumaça comemora seu gol, ao lado de seus companheiros
(Foto: Gabriel Andrezo)


Gabriel Andrezo
(Em Olaria - RJ)

Em uma partida cheia de expulsões e confusões, o Olaria deu adeus às chances de disputar o Troféu João Ellis Filho. A equipe alvianil perdeu em casa para o também já eliminado Madureira, por 2 a 1. A equipe da casa foi dominada ao longo de todo o primeiro tempo, e sofreu o primeiro gol. Lançou-se ao ataque logo em seguida, para tentar o empate, mas acabou levando o segundo gol na etapa final, só conseguindo uma reação depois dos 20 minutos, pouco antes de perder três jogadores expulsos, fato que deu origem a muita confusão à beira e dentro do campo.

O JOGO
O Madureira dominava as ações na primeira etapa, com o Olaria errando muitos passes. O time da casa arriscava as jogadas pelo lado, mas sem muito sucesso. A melhor chance do Olaria foi aos 30, quando David bateu forte, de fora da área. Mas o goleiro tricolor, Márcio, fez boa defesa. Aos 34, o Madureira respondeu, e com gol: Rodrigo deu excelente passe pelo meio, furando a defesa do Olaria, permitindo a Fumaça dar apenas um leve toque, para vencer o arqueiro Henrique. O placar estava aberto, e em favor do Madureira. Os donos da casa quase empataram aos 41, quando Diego cabeceou ao lado, depois de cobrança de falta da direita.

No segundo tempo, o Olaria vinha com uma mentalidade bem mais ofensiva, com três atacantes. Mas os visitantes chegaram perto de aumentar aos 2 minutos. Obina ganhou de Thiago Eleutério pela esquerda, e bateu forte, mas a bola passou apenas perto do ângulo esquerdo de Henrique. O Olaria respondeu, e quase empatou aos 14, quando Renato cruzou da direita, e Assumpção bateu, mas Márcio defendeu no reflexo, salvando o Madureira. No minuto seguinte, Ivan chutou forte da entrada da área, e a bola passou pertinho da trave direita.

Foi aí que os visitantes colocaram água no chope olariense, aos 17 minutos. Em contra-ataque veloz pela esquerda, Bruno invadiu a área e tocou na saída de Henrique. Dois a zero para os tricolores, e a impaciência já tomava conta da torcida. Ficaram os protestos de Amarildo, lateral do Olaria, que reclamou de falta no começo da jogada, um minuto antes. A falta teria acontecido em frente ao assistente Marçal Rodrigues Mendes. Aliás, ele seria o pivô de uma grande confusão que começaria logo em seguida.

Aos 22, o Olaria conseguiu chegar ao seu gol. Renato deu excelente passe pelo meio para Assumpção, que ficou livre diante do goleiro, e fuzilou as redes do Madureira, diminuindo o placar. Logo após o gol, o árbitro deu a ordem para o tempo técnico. Amarildo ainda reclamava com o assistente, quando o técnico do time da casa, Dé, falou até mesmo em Deus para apoiar sua equipe apesar dos alegados erros de arbitragem: "Deus tá vendo! Eu tenho consciência de que ele não escapa da justiça divina!", referindo-se ao assistente.

Cinco minutos depois do gol do Olaria, a equipe perdeu seu centroavante, Cacá, por uma falta dura no meio-campo, sobre Rodrigo. Em uma dividida, Cacá acertou o tornozelo do adversário com a sola da chuteira. O atacante foi expulso direto, o que causou protestos de todos, inclusive do próprio Cacá, que demorou-se a sair de campo. Dé, por sua vez, riu ironicamente. A paciência de todos com a arbitragem já era pouca, mas as coisas ainda iriam piorar.

Aos 36 minutos, o meia olariense Vinícius, em jogada pela esquerda, deixou o braço no rosto de Alex, do Madureira. O árbitro marcou falta de Alex, o que realmente aconteceu. Vinícius, aliás, caiu sobre o pulso direito, e teve de receber atendimento médico (constatou-se uma fratuta logo após o jogo). No entanto, o assistente Marçal Mendes chamou o árbitro para dizer que Vinícius acertou o rosto de Alex. O banco do Olaria revoltou-se contra o assistente, assim como técnico Dé.

O árbitro, André Luís Paes Ramos, expulsou o jovem meia do Olaria enquanto o mesmo ainda estava sendo atendido, mas ninguém viu o cartão vermelho. Isso causou uma grande confusão, pois o jogo ainda estava acontecendo, e Vinícius queria retornar ao campo de jogo, antes de ser alertado pelo quarto árbitro. Os jogadores perderam a cabeça de vez. Diego revoltou-se, e aplaudiu ironicamente o assistente. David também cobrou explicações, com um sorriso irônico no rosto. Amarildo quase foi à loucura, e gritava freneticamente contra o bandeira. Romário chamou o mesmo de "covarde", e apontou para o próprio número na camisa, como se quisesse dizer que não tinha medo de ser identificado pela ofensa proferida.

Com tudo isso, Dé protestou contra o quatro árbitro, e viu o delegado da partida fazer anotações, provavelmente sobre tudo o que o treinador dizia. Dé, então, se enfureceu, e partiu para cima do delegado da FFERJ, empurrando-o e ameaçando-o de agressão. Teve de ser contido pelos membros da comissão técnica, e foi obviamente expulso.

Mas a confusão acabou transferindo-se para dentro de campo. Alex provocou Amarildo, que já havia sido expulso. O lateral partiu para cima do jogador tricolor (que se manteve em campo mesmo após a falta sobre Vinícius), e a briga quase tomou proporções maiores, não fosse a chegada da turma do "deixa disso", composta por reservas e membros da comissão técnica, além de outros atletas do Madureira.

O volante Romário chegou a discutir com alguns policiais que estavam à beira do campo, durante a confusão. Seu semblante de incredulidade, com o olhar perdido e um sorriso amarelo no rosto, era o retrato dos atletas do Olaria. O jogo prosseguiu, mas sem maiores emoções, até o final. Mesmo com toda a confusão, o árbitro deu apenas um minuto de acréscimo, quando a partida ficou parada por, pelo menos, quatro minutos. Restaram os protestos de vários torcedores, que esperaram a saída da arbitragem, escoltada pela polícia.


VEJA AS FOTOS DA PARTIDA (Gabriel Andrezo)


Olaria 1-2 Madureira

Estádio: Mourão Filho (Rua Bariri), Olaria.
Árbitro: André Luís Paes Ramos
Assistentes: Marçal Rodrigues Mendes e Marco Antônio Bastos Júnior

Cartões amarelos:
OAC: Amarildo e Assumpção
MEC: Arthur, Rodrigo, Fumaça e Obina
Cartões vermelhos:
OAC: Amarildo, Vinícius e Cacá

Olaria: Henrique; Ivan, Diego, Thiago Eleutério e Amarildo; David, William (Assumpção), Romário e Waldir (Renato); Cacá e Aleílson (Vinícius). Técnico: Dé.
Madureira: Márcio; Valdir, Arthur, Edinho e Zeca; Rodrigo, Alex (Thiago Soares), Bruno e Michel; Fumaça (Jeffinho) e Obina. Técnico: Antônio Carlos Roy.

sábado, 20 de março de 2010

E Davi finalmente venceu Golias: Olaria 1-0 Vasco da Gama

O vascaíno Souza tenta passar pelo olariense Amarildo: foi a primeira vitória do Olaria sobre o Vasco desde 1971
(Foto: Lancenet)


Gabriel Andrezo

Pela primeira vez no Campeonato Carioca da Série A 2010, um clube de menor investimento conseguiu vencer um dos quatro grandes. A honra é do Olaria, que derrotou o Vasco da Gama em Volta Redonda por 1-0, gol de Cacá. A vitória veio mesmo com algumas circunstâncias desfavoráveis: o jogo, que aconteceria na Rua Bariri (já que o mando era do OAC) foi transferido para o Engenhão e, posteriormente para o Raulino de Oliveira. Dentro de campo, a arbitragem anulou um gol legal do alvianil, já perto do final da partida. Com a vitória, o clube da Leopoldina segue vivo na briga por uma vaga na Série D do Brasileiro.

O JOGO
O primeiro lance de perigo foi do Vasco da Gama: aos 7, Paulinho arriscou de fora, e a bola passou perto da meta do goleiro olariense. O Vasco era melhor, e dominava amplamente a posse de bola. No entanto, o Olaria surpreendeu a todos aos 12 minutos. Aleílson entrou pela direita e tocou para Cacá, que mandou para o fundo das redes, abrindo o marcador: 1 a 0.

Aos 15, o time azul voltou a pressionar, e quase fez o segundo: Aleílson fez boa jogada pela esquerda, mas Fernando Prass saiu do gol a tempo de evitar o gol. No rebote, Araruama bateu, mas Prass voltou a defender. Dois minutos depois, o Vasco respondeu, quando Jéferson chutou da entrada da área, e a bola passou sobre o gol de Henrique. Aos 39, novo ataque do time da Cruz-de-Malta: Philippe Coutinho fez boa jogada e chutou com perigo, mas a bola passou à direita do gol do Olaria.

No segundo tempo, o Vasco vinha para o "tudo ou nada", para tentar sair pelo menos com um empate. E foi pressionando desde o começo. Aos 8, Coutinho tocou para Rafael Coelho, que chutou e obrigou Henrique a fazer excelente defesa. Cinco minutos mais tarde, o goleiro olariense quase foi atingido por "fogo amigo", quando Cacá tentou desviar, de cabeça, uma cobrança de falta de Coutinho, e quase mandou ao próprio gol.

O Olaria, depois de ser pressionado, conseguiu chegar ao ataque perigosamente aos 23, quando Cacá chutou forte, no canto, mas Fernando Prass praticou grande defesa. Aos 31, Aleílson perdeu a melhor chance do jogo, quando recebeu belo passe de Cacá, e tentou encobrir o goleiro do Vasco, mas a bola saiu sobre o travessão. A torcida do Vasco já protestava, revoltada com mais um resultado insatisfatório do clube da Colina.

Aos 40 minutos, aconteceu o lance mais polêmico do jogo: Assumpção cruzou da esquerda, e Cacá chutou; Fernando Prass tentou defender, mas a bola entrou. O gol foi marcado, mas logo em seguida, foi anulado. A assistente Lílian Fernandes alegou que a bola não havia passado totalmente a linha do gol. O técnico Dé, do Olaria, foi à loucura, e acabou expulso. Romário, do OAC, tomou amarelo na reclamação. Logo em seguida, o volante vascaíno Souza foi expulso, ao acertar Assumpção violentamente.


Olaria 1-0 Vasco da Gama

Estádio: Raulino de Oliveira, Volta Redonda.
Árbitro: Antônio Frederico Schneider
Assistentes: Lílian Fernandes Bruno e Andréa Izaura de Sá
Público: 877 pagantes | Renda: R$ 20.140,00

Cartões amarelos:
OAC: Romário e Amarildo
CRVG: Philippe Coutinho, Geovane Maranhão, Gustavo, Gian e Fernando
Cartões vermelhos:
CRVG: Souza

Olaria: Henrique; Ivan, Rafael, Wanderson e Amarildo; David, Romário, Araruama e Waldir; Aleílson (Assumpção) e Cacá (Renato). Técnico: Dé.
Vasco da Gama: Fernando Prass; Gustavo (Souza), Fernando e Gian; Élder Granja, Paulinho (Geovane Maranhão), Rafael Carioca, Jéferson (Dodô) e Márcio Careca; Philippe Coutinho e Rafael Coelho. Técnico: Vágner Mancini.

quinta-feira, 4 de março de 2010

Heróico, América vira para cima do Americano: 3 a 1

Gabriel Andrezo
(Em Mesquita - RJ)

Era um dia que tinha tudo para dar errado, mas que acabou dando certo. Com certeza, foi essa a sensação dos poucos torcedores presentes a Édson Passos no fim da tarde desta quinta (4), após o apito final do encontro entre o América e o Americano. Depois de estar perdendo por 1-0, sob vaias, o América encontrou força e competência para dar a volta no placar, e vencer por 3-1, ganhando a primeira na Taça Rio.

O JOGO
A fina chuva que insistia em cair em Mesquita afastou os torcedores, mas os presentes se mostraram fiéis, e não arredaram pé. O América alinhou com um time aparentemente defensivo, mas foi justamente o time da casa quem dominou as ações logo no início. Aos 2, primeiro lance de perigo: Osmar cruzou da direita, Rafael Paty cabeceou perto da trave direita do goleiro campista. Aos 7, foi Fred quem perdeu sua chance, ao bater por cima do gol, depois de um bate-rebate na entrada da área.

Aos 16, nova chegada do América: Rafael Paty bateu cruzado, mas a bola bateu na defesa. No rebote, Joziel chegou chutando, mas o goleiro Fred, do Americano, estava atento e mandou a córner. Depois de perder tantas chances, foi a vez do América se defender. Aos 21, o experiente Leandro Gomes entrou pela esquerda, e bateu, mas a bola bateu em Ciro e subiu.

Aos 23, foi Edinho quem levou perigo: seu chute da entrada da área, passou pertinho do ângulo esquerdo de Roberto, outro susto. O América até tentava sair para o jogo, mas errava muitos passes. Quando chegava à área, desperdiçava as finalizações. O Americano, melhor no jogo, soybe aproveitar seu momento. Aos 32 minutos, Edinho bateu córner da esquerda, e Élson cabeceou na trave. Na sequência do lance, o mesmo Élson tocou para Leandro Gomes, que bateu cruzado, rasteiro, no canto esquerdo de Roberto. Gol do Americano, e a sensação do torcedor do América, de que mais um vexame estava por vir.

No intervalo, os poucos torcedores do Americano é que tinham motivos para sorrir. A torcida rubra, por sua vez, vaiou o time. Foi aí que o técnico Gabriel Vieira resolveu arriscar. Abriu mão de Joziel, para colocar mais um atacante, Adriano. Aos poucos, a substituição mostrou que surtiria efeito. Mas quem começou assustando foram os visitantes. Em jogada de contra-ataque pela direita, Leandro Gomes passou por Ciro, e chutou, na rede pelo lado de fora, logo aos 7 minutos.

Aos 16, o América chegou ao empate, finalmente. Depois de uma confusão na área, a bola sobrou para Jones Carioca, que encheu o pé, e estufou a rede de Fred. Delírio e esperança da torcida do Mecão, 1 a 1. Esperança que aumentou no minuto seguinte, quando Nirley recebeu o segundo amarelo, e foi expulso, deixando o Americano com apenas dez homens.

O América só voltaria a pressionar aos 25, quando Osmar bateu de fora, fraquinho, para defesa tranquila de Fred. Em seguida, Da Costa, que havia acabado de entrar, também tentou seu chute, sem sucesso. Aos 28, a defesa cortou, de cabeça, tiro livre de Gérson que tomava o rumo do gol. Quatro minutos depois, Osmar quase fez um golaço, batendo forte da entrada da área. Fred fez ótima defesa.

Com o fim do jogo se aproximando, a tensão da torcida do América aumenttava. Romário, do lado de fora, acompanhava inquieto, tentando orientar o time. Tia Ruth gritava "Minha Santa Terezinha!", a cada chegada dos visitantes. Mas o sofrimento não seria em vão, porque aos 36, Gérson bateu falta da esquerda, e Ciro cabeceou para o gol, virando o jogo.

O zagueiro, que já passou pelo Americano, e que estava sendo vaiado pelos torcedores campistas, foi comemorar diante dos mesmos, que ocupavam o mesmo espaço da torcida da casa. Beijando o escudo, e batendo no braço, a vibração de Ciro era visível, mostrando que os tempos de Americano realmente já são passado.

O América tinha a vantagem no placar, mas a numérica em campo se desfez aos 38, quando Fábio Braz foi expulso. No entanto, seria apenas um susto, pois os donos da casa dominariam até o fim. Já aos 39, Jones Carioca quase matou o jogo, em um contra-ataque que resultou em boa intervenção de Fred. Só que aos 42, não teve jeito: Adriano arrancou pela esquerda, e foi derrubado por Élson. Pênalti marcado, e convertido por Claudemir, que bateu à direita do goleiro.

Fim de jogo, 3 a 1 para o América, e uma virada para dar moral ao time na Taça Rio, mostrando que o caminho para a semifinal não é impossível como se pensava após a derrota para o Duque de Caxias, no último fim de semana. O próximo compromisso é um jogo que já pode ser considerado um clássico, contra o Olaria. Aliás, o quarto jogo entre os times em menos de seis meses. O Americano, por sua vez, sofre, vai brigar para não cair. E ainda teve de ouvir as gozações dos quase xarás vermelhos após o fim do jogo, aos gritos de "segunda divisão".


América 3-1 Americano

Estádio: Giulite Coutinho, Édson Passos, Mesquita.
Árbitro: Marcelo Venito Pacheco
Assistentes: Fábio Torres de Souza e Ralph Coutinho Carneiro
Público: 255 pagantes | Renda: R$ 3.260,00

Cartões amarelos:
AMÉ: Fábio Braz
ANO: Fred, Nirley, Paulo Henrique, Ruan, Dudé e Edinho.
Cartões vermelhos:
AMÉ: Fábio Braz
ANO: Nirley

América: Roberto; Claudemir, Fábio Braz, Ciro e Gérson; Júnior, Fred (Da Costa), Joziel (Adriano) e Osmar; Jones Carioca e Rafael Paty (Mael). Técnico: Gabriel Vieira.
Americano: Fred; Élson, Nirley, Ruan e Rafinha; Dejair, Dudé, Edinho e Leandro Sena (Leonardo); Paulo Henrique (Rincon) e Leandro Gomes (Zambi). Técnico: Paulo Marcos.

segunda-feira, 1 de março de 2010

Cléber crê em reabilitação do Resende

Após derrota para o Bangu, goleiro do RFC acredita na recuperação da equipe na sequência da Taça Rio
(Foto: AL Assessoria de Imprensa)


(com informações de Anderson Luiz)

A derrota em casa para o Bangu pela primeira rodada da Taça Rio acendeu o alerta no Resende para o restante da competição. Ainda assim, o resultado negativo não abateu o goleiro Cléber, que acredita em uma reação da equipe do Resende. “Vamos reagir, perder em casa não é bom, mas acredito que o time vai dar a volta por cima. O importante agora é não se abater com o resultado, temos jogos importantes e com certeza o Resende vai manter o equilíbrio para fazer bonito nesta Taça Rio”, disse o goleiro.

Cléber acredita na reação do time, e que o Resende tem tudo para chegar a semifinal da competição. “Estamos trabalhando duro aqui, perdemos um jogo em casa, mas temos condições de dar a volta por cima. O Volta Redonda é um time forte, mas vamos tentar surpreender dentro do Raulino de Oliveira”, concluiu o goleiro Cleber.

sábado, 27 de fevereiro de 2010

Em jogo polêmico, Boavista supera o Madureira no "Futebol Matinal"

Léo Guerreiro, o nome do jogo, comemora o gol da vitória do Boavista
(Foto: Gabriel Andrezo)


Gabriel Andrezo

(Em Madureira - RJ)

É bem verdade que o horário de 8 da manhã não parece lá muito atrativo para a prática do futebol. No entanto, mesmo à essa hora, havia um número considerável de torcedores no Estádio Aniceto Moscoso, em Madureira, para o jogo entre o time da casa e o Boavista. A partida foi movimentada, com vários lances polêmicos, e alguns gols. No final, o placar de 2-1 foi favorável aos visitantes, que tiveram em Léo Guerreiro seu jogador mais decisivo.

O JOGO
A partida começou equilibrada, com a posse de bola dividida. Mas o primeiro lance de real perigo foi do Boavista, aos 13 minutos. Léo Farias arriscou de fora da área, e o goleiro Jéferson espalmou bem para escanteio. Dois minutos depois, o Madureira foi quem pressionou, quando Nill, numa rápida jogada de ataque, bateu firme, mas o goleiro Vinícius, do Boavista, defendeu sem maiores problemas.

A partir daí, foram poucas as chances criadas até o fim da 1ª etapa. A melhor foi aos 38, quando o Madureira chegou por intermédio de Rodrigo, que bateu colocado, com estilo, mas para fácil defesa de Vinícius. Mas, pouco antes disso, aconteceria o fato mais polêmico do jogo: o 4º árbitro, André Rodrigo Rocha, chamou a atenção do árbitro principal, Antônio Frederico dos Santos, e conversou com o mesmo por alguns segundos. Na interrupção, o juiz expulsou o técnico do Madureira, Antônio Carlos Roy.

O capitão do Madureira, Marcelo Ramos, tomou as dores do treinador, e foi tirar satisfações com o quarto árbitro, que se manteve impassível. O árbitro principal, por sua vez, diante das reclamações de Marcelo, lhe deu o cartão amarelo. Logo em seguida, quando Marcelo já voltava para a área, o juiz puxou o cartão vermelho, porque Marcelo parece ter xingado o árbitro. Indignação geral, da torcida, do treinador, e do lateral Nill, que também encarou "sua senhoria".

Com um a mais, o Boavista arriscou colocar mais um atacante, Tony, no lugar de Getúlio. Já na segunda etapa, o jogo melhorou. Logo no primeiro minuto, Alex Oliveira bateu escanteio da direita, e Túlio César quase jogou contra o patrimônio, cabeceando no travessão. Aos 8, nova chegada do Madureira: após um bate-rebate, Nill ficou livre diante do goleiro, mas Vinícius desviou seu chute por cima. O árbitro, erradamente, marcou tiro de meta.

Aos 12, foi a vez do Boavista chegar, e com sucesso. Leandro Cruz bateu de fora da área, Léo Guerreiro desviou, e a bola morreu no canto direito de Jéferson: Boavista 1 a 0. Os donos da casa, no entanto, foram guerreiros. Depois de muito pressionarem, marcaram o gol de empate aos 20. Após um lançamento para a área, o goleiro Vinícius ia sendo batido por cobertura. Chegou a espalmar a bola, que bateu no travessão, e sobrou limpa para o estreante Derlei cabecear para o gol e empatar a partida.

Parecia que o Madureira, mesmo com dez, iria fazer um belo papel. Só que a coisa ficou feia mesmo aos 30 minutos, quando Valdir foi expulso após fazer falta dura no meio-campo. O lateral ainda não tinha o amarelo, e o árbitro foi alvo de novos protestos. Dois minutos depois, aos 32, o Madureira demonstrou ter sentido o golpe. Túlio César bateu falta da intermediária para a área, Santiago centrou de cabeça, e Léo Guerreiro, livre, testou para as redes: 2 a 1 Boavista.

Os visitantes ainda poderiam ter fechado o jogo aos 35, quando Léo Farias, em bela jogada individual pela direita, chutou para ótima defesa de Jéferson. Aos 42, o Boavista também perdeu um atleta expulso, o zagueiro Edson. A última chance madureirense ocorreu aos 43, quando Nill bateu falta por cima do gol, com algum perigo.


VEJA AS FOTOS DA PARTIDA (Gabriel Andrezo)


Madureira 1-2 Boavista

Estádio: Aniceto Moscoso (Conselheiro Galvão), Madureira.
Árbitro: Antônio Francisco dos Santos
Assistentes: Raimundo Araújo dos Santos e Daniel do Espírito Santo Parro

Cartões amarelos:
MEC: Marcelo Ramos e Bruno
BSC: Getúlio, Santiago, Léo Farias, Jougle e Tony
Cartões vermelhos:
MEC: Marcelo Ramos e Valdir
BSC: Edson

Madureira: Jéferson; Valdir, Edinho, Leandrão (Bruno) e Nill; Zacarias, Wagner, Rodrigo e Alex Oliveira (Fábio); Derlei e Marcelo Ramos. Técnico: Antônio Carlos Roy.
Boavista: Vinícius; Pessanha, Santiago e Édson; Getúlio (Tony), Mancuso (Douglas), Túlio César, Léo Farias e Giorgio; Leandro Cruz (Jougle) e Léo Guerreiro. Técnico: Émerson Ávila.

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

No Madureira, confiança para a Taça Rio

Valdir, lateral-direito, acredita numa boa campanha do Madureira, também na Taça Rio
(Foto: Site oficial do Madureira)


A boa campanha na Taça Guanabara (com 13 pontos, na terceira posição do Grupo B) serviu para motivar ainda mais o Madureira para o segundo turno do Campeonato Carioca. Um dos destaques do Tricolor Suburbano, o lateral Valdir espera repetir os acertos e corrigir os erros da Taça Guanabara, onde a classificação bateu na trave:

"Nosso time está empolgado e confiante devido a Taça Guanabara que fizemos, a classificação ficou por detalhes. Não podemos repetir os erros das partidas contra o Tigres e contra o Madureira. Aprendemos com os erros e não pecaremos mais em detalhes infantis", disse Valdir.

Sobre o inusitado fato de jogar às 8 horas da manhã, Valdir demonstrou bom humor: "Será minha primeira experiência, jamais passei por isso em qualquer divisão, seja no fraldinha, mirim ou no junior. Mas será um jogo complicado e temos que jogar bem e vencer a partida, isso sim é o mais importante." Finalizou o camisa 2, autor do gol do Madureira na derrota contra o Botafogo.

domingo, 21 de fevereiro de 2010

Liminar do calor: Vai ou não vai?

Alfredo Sampaio, presidente do Sindicato dos Atletas


O destino do futebol carioca será definido nesta terça (24). O recurso da FFERJ contra a chamada "Liminar do calor" será julgado pelo TJD. Se a liminar que proíbe os clubes a disputarem partidas entre 10h e 17h for derrubada, a Série B do Carioca já começa no próximo sábado (27). Se o Tribunal entender que a liminar deve ser mantida, a Série B só começa em 2 de maio, domingo, data em que a mesma liminar perde sua validade.

Foi realizado na última quinta (18), um arbitral da FFERJ, onde representantes de todos os clubes da Série B estiveram presentes. A Federação sugeriu aos clubes que elaborassem um documento onde todos os atletas se comprometeriam a assumir inteira responsabilidade em jogar no horário de 15:30 (previsto no arbitral). Com isso, os clubes repassariam o documento à FFERJ, que acionaria a Justiça para derrubar a liminar conseguida pelo Saferj (Sindicato dos Atletas).

O "jeitinho" dado pela Federação não agradou nada o presidente do Saferj, Alfredo Sampaio. O dirigente e técnico foi veemente nas críticas: "É lamentável essa situação de que atletas da primeira divisão, supostamente, estariam se submetendo a isso. Não há risco desses atletas perderem o emprego e nem do campeonato ser interrompido. A Rede Globo que tem o direito de transmissão dos jogos não deixaria. Essa manobra é para beneficiar os clubes", disse Sampaio.

É importante que se diga que a liminar afetou não apenas a Série B, mas também a Série C, que teve seu início suspenso até segunda ordem. A decisão de terça-feira também interessa aos clubes da Terceirona, divisão que também foi afetada pela liminar.


GOYTACAZ E NOVA IGUAÇU AMEAÇAM FICAR DE FORA

O presidente do Goytacaz, Zander Pereira, informou que sua equipe não vai disputar o Carioca da Série B, caso a "liminar do calor" não seja mantida. Em entrevista à Rádio Continental, de Campos, o dirigente disse que se o início da Segundona for realmente adiado para maio, o Goyta entra na disputa. Caso contrário, a equipe sai da disputa.

Pelo lado do Nova Iguaçu, a situação é diferente. O Laranjão ameaçou não disputar a Série B, mas no caso do campeonato ser adiado. Se o recurso da FFERJ for aprovado, o NIFC está dentro. Se isso não acontecer, é o clube da Baixada quem sai da disputa. Já com todo o plantel pronto, o clube teria que se desfazer de boa parte de seus jogadores, contratados exclusivamente paraa competição. Dirigentes chegaram a ironizar Alfredo Sampaio, dizendo que os atletas eventualmente dispensados teriam de pedir emprego ao presidente do Saferj.


COMPLICAÇÃO TAMBÉM NA SÉRIE A

Mas quem pensa que o problema é exclusividade das divisões menores, se engana. A própria Série A teve todos os seus jogos com horários remanejados. Alguns deles em horários inusitados. Madureira, Resende e Boavista não têm iluminação em seus estádios. Como não poderiam jogar antes das 17h, teriam de jogar em outro estádio, com refletores.

Mas como a "perda do mando" prejudicaria ainda mais os clubes, ficou acordado que essas equipes mandariam seus jogos no horário de 8 da manhã. Cada equipe, segundo a tabela, que já foi divulgada pela FFERJ, disputa três jogos em casa neste horário inusitado.

Se toda essa confusão vai continuar, só vamos saber após a terça-feira. Aguardando as cenas dos próximos capítulos.

sábado, 20 de fevereiro de 2010

Vídeo: Olaria campeão do Troféu Xerifão

O blog do portal Jogada Carioca, em parceria com o Futebol Carioca Alternativo, esteve na tarde deste sábado no Estádio de Los Larios, para a decisão do Troféu Moisés Mathias de Andrade. O Olaria foi o campeão, ao vencer o Boavista por 4-1. Veja o vídeo com os melhores momentos da partida. As imagens são de Vitor Costa.


Olaria campeão do Moisés Mathias de Andrade: 4 a 1 no Boavista

Jogadores do Olaria fazem a festa do título, com o Troféu Moisés Mathias de Andrade
(Foto: Vitor Costa)



Gabriel Andrezo
(com colaborações de Vitor Costa e Anderson Lima, do Jogada Carioca)


O Olaria é o campeão do Troféu Moisés Mathias de Andrade. O alvianil da Leopoldina venceu o Boavista, em Xerém, neste sábado (20), por 4-1, e ficou com o título. A equipe alvianil tomou a dianteira e o domínio da partida desde o começo, e a vitória foi merecida.

O JOGO
O Olaria abriu o placar da decisão logo no começo. Aos 11 minutos, Araruama acionou o lateral Ivan, que bateu colocado, de direita, e fez 1-0. Aos 27, os olarienses aumentaram a vantagem. Valdir deu bonito passe para Cacá, que driblou dois zagueiros, mais o goleiro, e só não entrou com bola e tudo porque teve humildade em gol, como diria o poeta. Golaço. Dois a zero Olaria.

Mesmo com a desvantagem, o Boavista achou forças para reagir. Após uma jogada de escanteio, cobrado da esquerda por George, o zagueiro Édson subiu mais alto que o resto da defesa, e diminuiu: 2 a 1. Mas o jogo era mesmo do Olaria. Aos 40 minutos, o atacante Aleílson chutou de fora da área, e aumentou a vantagem do Olaria para dois de diferença, mais uma vez. No intervalo: 3-1 para o Olaria, e a difícil vantagem do Boavista de mudar a história do jogo e do campeonato.

Foi um primeiro tempo foi movimentado, bem jogado, dos dois lados. Mas o OAC soube aproveitar melhor as oportunidades que teve. Já o segundo tempo começou com o Boavista levando mais perigo. Durante o tempo técnico, o treinador Dé, do Olaria, se exaltou com seu time, cobrando mais garra e atenção. O técnico chegou a passar mal por causa da tensão da partida. O Olaria, apesar de começar mal a segunda etapa, soube se impor e administrar o resultado da partida. A situação ficou ainda mais confortável quando o lateral Ruy, do Boavista, foi expulso, aos 37 minutos.

A festa olariense ficou completa aos 40 minutos. Em jogada de contra-ataque, Renato correu pela direita, e cruzou para Amarildo. O lateral repassou a bola para o meio-campo Araruama. Este último, por sua vez, bateu colocado, no ângulo, sem chances para o goleiro, marcando mais um belo gol. No finalzinho, aos 44, quase que o Olaria chegou ao quinto: Amarildo bateu forte, ao lado do poste do goleiro Vinícius.

Fim de jogo, e os quase mil torcedores do Azulão que compareceram ao Los Larios fizeram a festa. O capitão, David, recebeu o troféu das mãos de Rubens Lopes, presidente da FFERJ.


VEJA AS FOTOS DA PARTIDA (Vitor Costa e Anderson Lima)


Olaria 4-1 Boavista

Estádio: Los Larios, Xerém.
Árbitro: Marcelo de Lima Henrique
Assistentes: Dibert Pedrosa e Ricardo Maurício de Almeida
Público: 783 pagantes | Renda: R$ 10.500,00

Cartões amarelos:
OAC: Amarildo
BSC: Santiago e Léo Farias
Cartões vermelhos:
BSC: Ruy

Olaria: Henrique; Ivan (Wellington), Rafael, Diego e Amarildo; David, Romário, Araruama e Valdir (Vinícius); Aleílson e Cacá (Renato). Técnico: Dé.
Boavista: Vinícius; Ruy, Pessanha, Santiago (Edinaldo) e George (Jougle); Edson, Mancuso (Juninho), Júlio César e Léo Farias; Marlon e Vinícius Durante. Técnico: Emerson Ávila.

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010

Boavista vence Madureira e decide MMA com Olaria

Jogadores do Boavista comemoram gol da equipe. Clube de Saquarema chega à final do Moisés Mathias de Andrade, onde enfrenta o Olaria
(Foto: Buda Mendes/Agência FERJ)


Gabriel Andrezo

Na noite desta quarta (17), o Boavista, que não era considerado favorito, conquistou uma bela vitória em cima do Madureira, pela semifinal do Moisés Mathias de Andrade. Com isso, o clube saquaremense garantiu-se na final do torneio, contra o Olaria. O placar final marcou 3-1 para o Boavista.

O JOGO
O primeiro gol saiu aos 32 minutos do primeiro tempo. Após saída de bola errada por parte da defesa tricolor, Vinícius ficou com a bola e lançou Marlon, que dominou e bateu, para abrir o marcador no Maracanã: 1 a 0 Boavista. Mas, quatro minutos depois, o Madura respondeu com perigo. Marcelo Ramos tocou para Bruno, que deu um leve toque na saída do goleiro do Boavista. Mas Édson, zagueiro da equipe de Saquarema, evitou o gol, tirando quase em cima da linha.

Aos 42, o BSC pressionou mais uma vez, e chegou ao segundo gol, mais uma vez por intermédio do jovem avante Marlon. Dois a zero, e a quase certeza da vaga na decisão do Moisés Mathias de Andrade. Na segunda etapa, o Madureira voltou mais ofensivo, em busca do tudo ou nada. Mas os tricolores acabaram levando o terceiro gol, com Léo Faria. Mancuso abriu pela direita, fez boa jogada pelo setor, e cruzou para Léo, que bateu para vencer Renan, e colocar no placar o 3 a 0.

O Madureira até que teve todo seu esforço recompensado, afinal de contas. Aos 24 minutos, Fábio, que havia entrado no intervalo, para ajudar na ofensividade, recebeu passe de Bruno, e bateu sem chances para Vinícius, goleiro do Boavista. Mas o Madureira não conseguiu ir mais longe do que isso. E assim foi, Boavista 3 a 1 sobre o Madureira, e a chance do BSC de começar o ano conquistando um troféu.


Madureira 1-3 Boavista

Estádio: Maracanã, Rio de Janeiro.
Árbitro: Marcelo Venito Pacheco.
Assistentes: Rodrigo Figueiredo Corrêa e Luiz Felipe Scofield Guerra.

Madureira: Renan; Crispin (Jefinho), Zacarias, Edinho e Nill; Rodrigão, Wágner, Caio (Fábio) e Bruno; Éberson (Arthur Sancho) e Marcelo Ramos. Técnico: Antônio Carlos Roy.
Boavista: Vinícius; Santiago, Pessanha e Édson; Ruy, Mancuso, Júlio César (Jouglê), Léo Faria e George; Vinícius Durante (Daniel) e Marlon (Getúlio). Técnico: Émerson Ávila.

sábado, 13 de fevereiro de 2010

Olaria despacha América e vai à final do Xerifão; Bebeto cai

Jones Carioca, do América, tenta se livrar da marcação de Ivan, do Olaria
(Foto: Photocamera)


Gabriel Andrezo

Ao mesmo tempo em que Vasco da Gama e Fluminense digladiavam-se no Maracanã por uma vaga na final da Taça GB, Olaria e América jogavam na Rua Bariri, valendo pela semifinal da Taça Moisés Mathias de Andrade. No fim, o OAC conseguiu superar os rubros, mesmo tendo saído atrás no placar. Com isso, a equipe da Leopoldina avançou à decisão do troféu, contra o vencedor de Madureira x Boavista. Pelo lado do América, o treinador, Bebeto, não resistiu, e acabou demitido após a partida.

O JOGO
Logo aos cinco minutos, o Mecão saiu na frente: Gerson cobrou falta por entre a barreira, e o goleiro Henrique não alcançou. Um a zero para os visitantes, e a impressão de que a história de 2009 se repetiria (na ocasião, o América venceu por 1-0, gol de Adriano, em jogo válido pela Série B do Carioca). Logo em seguida, Adriano ficou livre diante de Henrique, mas chutou sobre o goleiro, perdendo uma ótima chance de fazer 2-0.

Mais perto do fim da primeira etapa, Jones Carioca levou perigo em jogada individual pela esquerda. Após levar a bola para o meio, o camisa 10 chutou, mas a bola passou ao lado. O Olaria pressionava, mas sem tanto perigo em comparação à pressão americana.

No 2º tempo, porém, a história mudou. Parecia que tudo conspiraria em favor do América, já que os donos da casa perderam Thiago Eleutério, expulso, logo no começo. Só que o Olaria voltou melhor, e empatou pouco depois. Após um grande bate-rebate na área, Ivan bateu forte, e marcou o gol de empate, aos cinco minutos.

E a "blitz" olariense não parou por aí. Aos 13, Amarildo cruzou da esquerda, e Aleílson bateu. O goleiro Roberto, do América, tentou encaixar a bola, mas acabou deixando-a passar. Na falha de Roberto, o gol da virada do Olaria, e festa da torcida local. Dois a um para o Olaria. Seria o placar final, já que o alvianil conseguiu administrar o marcador até o final, e garantiu a vaga na final do MMA.

Depois do jogo, o manager do América, Romário, conversou com Bebeto, seu velho parceiro de quatro linhas, e ficou decidido, amigavelmente, que o baiano não mais seria o treinador da equipe. Os assistentes, Lira e Lucho Nizzo, também saem junto com Bebeto. A decisão do MMA acontece no sábado (20), às 17 horas.


Olaria 2-1 América

Estádio: Mourão Filho (Rua Bariri), Olaria, Rio de Janeiro.
Árbitro: Rodrigo Saraiva Castanheira
Assistentes: Francisco Pereira de Sousa e João Luís de Albuquerque
Público: 153 pagantes | Renda: R$ 2.360,00

Cartões amarelos:
OAC: Romário.
AFC: Tamba, Ciro, Fábio Braz, Josiel, Jones Carioca e Daniel Morais.
Cartões vermelhos: OAC: Thiago Eleutério

América: Roberto; Tamba, Ciro, Fábio Braz e Gerson; Joziel, Mael, Osmar (Bruno Reis, depois Allan) e Jones Carioca; Adriano e Daniel Morais (Rafael Paty). Técnico: Bebeto.
Olaria: Henrique; Ivan, Thiago Eleutério, Diego e Amarildo; David, Araruama, Romário e Vinícius (Waldir); Aleílson e Cacá (Rafael). Técnico: Amilton Oliveira.

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

Voltaço empata e segue na briga pelo Troféu de Consolação

Vitor Costa*
(Em Olaria - RJ)

* (para o Sou Duque)


Quando a fase é ruim, não tem jeito. O Duque de Caxias recebeu, na tarde desta quarta-feira (3), na Rua Bariri, o time do Volta Redonda. Apesar de ter jogado melhor durante praticamente toda a partida, o Tricolor da Baixada não saiu de um empate por 1 a 1.

Com o resultado, o Duque permanece na zona do rebaixamento, já que o Macaé derrotou o Tigres do Brasil por 2 a 1, no Estádio de Los Larios e chegou a quatro pontos, contra dois do Tricolor. O próximo desafio agora é em Campos dos Goytacazes, na partida contra o Americano, no sábado. Aliás, Duque de Caxias e Americano são os únicos dois times que ainda não venceram na competição.

O JOGO
Mais uma vez, o Duque de Caxias começou atrás no placar e complicou sua situação no jogo. As equipes ainda se estudavam quando, aos 18 minutos, Guilherme ganhou uma bola praticamente perdida e bateu colocado, sem chances para Getúlio: Volta Redonda 1 a 0.

Jogando com o mando de campo, o Tricolor aos poucos melhorava na partida e o empate parecia que ia sair naturalmente. E veio, aos 29. Gleidson fez jogada na esquerda e cruzou para Marcelo, que teve tranquilidade para marcar o seu primeiro gol no Duque: 1 a 1.

Na segunda etapa, com um Volta Redonda cansado devido ao calor no Rio de Janeiro, o técnico Álvaro Miranda fez substituições buscando dar velocidade ao time, colocando Fábio, Rafael Nascimento e Carlinhos.

O Tricolor da Baixada tinha mais volume de jogo e, dessa vez sem expulsos na partida, chegava mais vezes ao gol, principalmente através de investidas de Dudu e boas jogadas de Vander. Mas, a bola não entrava, graças a tarde inspirada do goleiro Everton.

Porém, apesar do domínio do jogo, o Duque ainda levou um susto no último minuto, quando Lucas recebeu livre dentro da área. No entanto, o atacante fez o mais difícil e acertou o travessão, e o placar ficou mesmo empatado.


Duque de Caxias 1-1 Volta Redonda

Estádio: Mourão Filho (Rua Bariri), Olaria, Rio de Janeiro.
Árbitro: Djalma José Beltrami Teixeira
Assistentes: Marcelo Braz Mariano e José Ronaldo Braga
Público: 89 pagantes | Renda: R$ 1.030,00

Cartões amarelos:
DCFC: Vander, Carlinhos e Mayaro

Duque de Caxias: Getúlio Vargas; Dudu, Marlon, Silva e Gleidson (Fábio); Abel, Mayaro, Leandro Teixeira e Vander (Rafael Nascimento); John (Carlinhos) e Marcelo. Técnico: Álvaro Miranda.
Volta Redonda: Everton; China (Andrezinho), André Alves, Alcir e Gláuber; Paulinho, Mário César, Adriano Felício e Guilherme (Léo Gonçalves); Tássio (Lucas) e Washington. Técnico: Paulo César Catanoce.